O Fim de todos nós - Megan Creve - Intrínseca
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Ficção Cientifica,
Megan Creve
Título: O Fim de Todos Nós
Título Original: The Way We Fall
Autora: Megan Crewe
Tradutora: Rita Sussekind
Editora: Intrínseca
ISBN: 978-85-8057-330-5
Ano da Edição: 2013
Ano Original de Lançamento: 2012
Nº de Páginas: 267
Série: Trilogia Fallen World - Vol. 1
Sinopse: Kaelyn acaba de ver o melhor amigo partir. Ela tem dezesseis anos e voltou agora para a ilha onde nasceu, depois de um período morando no continente; ele está fazendo o caminho inverso, para estudar fora. O que sentem um pelo outro não está muito claro, ela o deixou ir embora sem nem mesmo dizer adeus, e a última coisa que passa por sua cabeça é nunca mais vê-lo. Mas, pouco tempo depois, isso está bem perto de acontecer.A ilha de Kaelyn foi sitiada e ninguém pode entrar nem sair: um vírus letal e não identificado se espalha entre os habitantes. Jovens, velhos, crianças - ninguém está a salvo, e a lista de óbitos não para de aumentar. Entre os sintomas da doença misteriosa está a perda das inibições sociais. Os infectados agem sem pudor, falam o que vem à mente e não hesitam em contaminar outras pessoas. A quarentena imposta pelo governo dificulta as pesquisas em busca da cura, suprimentos e remédios não chegam em quantidade suficiente e quem ainda não foi infectado precisa lutar por água, energia e alimento.
Livro de rápida leitura e com conteúdo interessante. O Fim
de todos nós é um livro de ficção, mas foi escrito de uma forma diferente dos
livros deste estilo literário. Normalmente, os livros que contam histórias de
epidemias, doenças exterminadoras, zumbis e etc, são narrados em terceira pessoa, mas
nesse, a narradora é uma adolescente que resolve escrever um diário para
falar de seus problemas pessoais para um amigo de infância e de repente se vê envolvida
com um vírus terrível que está destruindo toda a ilha em que vive.
Este tipo de narrativa é cativante, mas por ser uma ficção, senti necessidade de saber um pouco mais sobre o que se passava ao redor da
personagem e sobre seu passado com o melhor amigo. Kaelyn morou 5 anos em Tókio e sempre passou as
férias na Ilha localizada em algum lugar dos Estados Unidos, onde nasceu. Sendo assim, fez
amizade com Leo um menino de cor diferente que sofria preconceito por parte dos
colegas.
Em casos como epidemia geral, as pessoas perdem a noção e
deixam de ser civís para lutar pela vida. Muitos começam a fazer coisas que
nunca fariam, ainda mais quanto estão sob efeito do vírus. As pessoas infectadas tem
febre alta, coceira incessante, espirros e no último estágio viram sinceras e
falam tudo que gostariam de falar, mas não podem. Essa questão me chamou muita
atenção e causou muitos problemas a Kaelyn, que ouviu muita coisa de gente
próxima e amiga. Imaginem se esse vírus se espalha na rede literária? Hahaha
As relações que a personagem criou com outros personagens
distantes foi bem curiosa e inteligente. No momento de desespero, a sua maior
rival pode ser tornar sua melhor amiga e sua prima acaba se tornando sua filha.
Os papéis se inverteram, porque as pessoas estão morrendo e Kaelyn tenta ajudar,
já que seu pai é o grande médico da ilha e tem informações reais sobre a situação.
O problema todo do livro foi que Kaelyn não me conquistou.
Sua forma de narrar a história me encantou e me prendeu até o final, mas não
gostei de várias de suas atitudes e pensamentos. Sabe quando seu santo não bate com a
da personagem? Então, aconteceu isso. Ela não é cativante e por ser uma série, o romance proposto desde o início do livro ficou um pouco confuso, como se
tivesse faltando uma parte. É muito esquisito você citar um personagem o tempo
todo quando ele não está na trama e não temos muita informação a seu
respeito. Eu fiquei o tempo todo querendo construir uma imagem para Leo, mas
não consegui.
Como odeio mortes, achei que a autora exagerou um pouco.
Matou gente que não tinha necessidade alguma e deixou outras que poderiam ter
morrido desde a primeira semana da doença. Enfim, pelo menos as mortes
trouxeram mais apelo e drama para Kaelyn. Só a achei muito calma, eu no lugar
dela teria surtado desde o primeiro dia da doença e não sairia de casa nem se
fosse obrigada.
O Fim de nós dois faz parte de uma trilogia sem previsão de
lançamento no Brasil. Recomendo a leitura. Li em poucos dias e aconselho o
livro para as pessoas que gostam de histórias rápidas e inteligentes.












