[Mês dos Nacionais] Entrevista - M. L. Bastilho
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Olá, pessoal!
Para inaugurar nossa rodada de entrevistas do mês, trouxemos a autora da série de vampiros The Burns, que fez grande sucesso com sua comunidade no antigo Orkut. Nessa mesma época, o primeiro livro da série foi lançado. Acompanho a Márcia desde lá e fico muito feliz em trazer essa entrevista para vocês. Vamos começar?
R&L: Qual foi o primeiro livro que você leu?
MLBastilho: Não vou conseguir lembrar do primeiro
li, pois, sempre li muito desde que aprendi, mas ganhei um “livro de verdade”
quando tinha uns sete anos que era a transcrição do filme “A Bela e a Fera”,
que eu já amava muito e tinha mais texto que figura.
R&L: E em qual momento você descobriu que
gostava de escrever? Digo, que descobriu que seria escritor (a)?
MLBastilho: Quando tinha 11 anos, peguei na
biblioteca da escola uma versão fininha de “Os Miseráveis” de Victor Hugo e, ao
terminar a leitura depois de algumas horas – lembro que devorei! – eu estava
chorando com aquele final, não queria que acabasse, mas estava louca para ler o
desfecho daquela gente toda que tanto sofreu... Aí, fechei o livro e lembro de
dizer essas palavras: “é isso, é isso que eu quero fazer”, no caso era fazer as
pessoas chorarem (haha), mas era fazer as pessoas se conectarem tanto com algo
que eu escrevi que chegassem a chorar, se emocionar, viver aquela minha
história, passarem por aquilo que eu estava passando no momento.
R&L: Quais seus gêneros literários favoritos?
Eles te inspiraram ou costuma escrever um gênero diferente dos que lê?
MLBastilho: Gosto muito de literatura fantástica,
seja ela de vampiros, lobisomens, fantasmas, fadas, bruxas, duendes, qualquer
coisa! (haha) Mas não me prendo a apenas um gênero, realmente leio de tudo.
Ultimamente tenho lido muito história em quadrinhos de heróis mesmo e sim, acho
que pode acabar me inspirando nas cenas de ação (que sempre gostei muito). Mas
sempre leio de tudo e procuro escrever algo diferente do que costumo ler.
R&L: Qual a importância da leitura atualmente?
Qualquer leitura é válida?
MLBastilho: Eu acredito que qualquer leitura é
válida sim. Não existe essa coisa de “boa literatura” e “ruim literatura”.
Literatura existe para evasão, para escape do mundo atual e isso é muito particular.
O que eu leio para me evadir do mundo e entrar na história é bem diferente do
que você lê, do que o fulano lê, do que o cicrano lê. A leitura é importante e
ponto; Não pode haver discussão do que é bom ou não. Acredito que exista uma
“evolução”, assim como em qualquer coisa que você faça. Você começa com livros
de banca, por exemplo, e pode muito bem acabar lendo Dostoiévski e
gostando também, mas o que ninguém entende hoje em dia, é que gostar de um não
anula o gostar do outro. Assim como gostar de Harry Potter não impede ninguém
de gostar de Crepúsculo também.
R&L: Fale brevemente sobre seus livros.
MLBastilho: The Burns é uma série de vampiros que,
por enquanto, tem dois livros já lançados (e prestes a ganhar novas edições.
Não posso contar sobre isso ainda!), Chamas de Sangue e Cidade em Chamas. Na
Série, nós conhecemos o clã de vampiros da família Burns – dois irmãos que se
odeiam por motivos não muito secretos assim e vivem em uma luta constante pela
Liderança do clã. Temos também a Debora, a mocinha que fica entre os dois e que
de mocinha não tem nada. Ela é uma atriz de filmes ruins e se vê jogada nesse
mundo de lutas, sangue, vingança, segredos e muito assustador que não tem nada
a ver com o que vivia na tela. Eu costumo pensar em The Burns como um filme de
ação com romance e muita adrenalina e suspense. (Pareceu chamada da Sessão da
Tarde, eu sei :’( Então, tem de tudo que você gosta na literatura fantástica e
mais um pouco.
R&L: Como você encara a literatura brasileira,
como autor nacional? A receptividade é boa?
MLBastilho: É um mercado que vem crescendo e
crescendo e crescendo. As editoras já estão investindo em autores nacionais e
isso é realmente maravilhoso e dá esperança para muita gente. Os jovens estão
lendo mais literatura nacional também. Não os clássicos. Os atuais. E acredito
que seja exatamente por causa dessa possível receptividade. Os jovens acham
maravilhoso essa coisa de ler algo no livro e ir correndo
falar/reclamar/chorar/elogiar nas redes sociais. O contato é muito próximo e a
resposta é rápida. O autor escreve sobre coisas que a juventude conhece e tudo
é tão palpável. Não é mais sobre meninas de Hollywood ou superescolas
europeias. Estamos próximos um do outro: autor e leitor e história. Claro,
ainda há muito preconceito. Bastante. “Ah, é autor nacional, novinho, nunca
ouvi falar, bá, nem quero ler”. Mas isso está mudando, tenho esperanças.
Sempre.
R&L: Conseguiria listar um Top 5 de
livros/séries/sagas favoritos?
MLBastilho: Meus livros preferidos meio que variam,
mas há alguns que eu sempre vou falar: Os Miseráveis, de Victor Hugo, a saga
Harry Potter (<3), Souvenir, de Therese Flower, Água Viva, de Clarice
Lispector e Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. (sou meio
eclética, dá para notar?).
R&L: E autores?
MLBastilho: Autores que eu “pego” sem medo de
gostar do livro ou não, são: Clarice Lispector, Julia Quinn (a linda vai estar
na Bienal do Rio <3), Nora Roberts e Cassandra Clare e qualquer autor
nacional iniciante *sério <3 sempre vou acabar gostando de alguma coisa nas
obras*. Até nem penso nos livros deles quando estou afim de ler, penso “Preciso
ler Nora para me distrair, preciso ler Julia Quinn para rir, preciso ler
Clarice para me apaixonar de novo” e assim por diante.
R&L: Quais dicas daria para quem está iniciando
o processo de escrita ou para aqueles que já têm um trabalho pronto, mas que
sonham em publicar?
MLBastilho: Por favor, leiam! É sério! Quanto mais
você ler, mais vai aprender. E escrevam! Muito e sempre. Qualquer coisa.
Procurem exercícios de escrita na internet, trabalhem seu texto, lapidem, e,
PRINCIPAL MENTE, não tenham pressa em publicar. Não existe motivo real para
pressa e não precisa ser nada desesperador. “Ai, meu Deus! Preciso lançar esse
ano se não vão parar de falar de vampiros e eu não vou ter chance, ai meu
Deus”. Não. Pare e releia teu original; Está satisfeito com o trabalho? Acha
que ainda pode mudar alguma coisa? Alguma coisa é parecida com o que já foi
publicado, tem como procurar algo original?
Eu não me arrependo de ter lançado cedo meu
primeiro livro, mas sei que muitos autores se arrependeram, que acabaram
brigando com Editoras, que publicaram sem uma boa revisão, que decidiram que
queriam mudar algumas coisas na história, que... realmente, se apressaram. Acredito
que se for tentar lançar, tem que estar muito confiante do texto que tem e,
principalmente, FELIZ com o que tem. Você leria esse livro? Pagaria por ele? Quando
todas as respostas forem “sim”, vai atrás que é possível. Fácil, não, mas nada
é fácil. E o que vem depois, toda a gratificação de dever cumprido, faz tudo
valer a pena.
R&L: Deixe um recado para seus leitores.
MLBastilho: Bem, gente, desculpa por ter falado muito,
mal de autor e de estudante de Letras >.< Espero que tenham se
interessado por The Burns e, os que já conhecem, espero que tenham gostando de
me conhecer melhor. Se você escreve e quer publicar, não desista mesmo que te
digam que não vai dar certo, que ninguém lê, que você é muito novo e que a
história já está manjada ou algo assim. Não. Se você acredita, você consegue!
:D
Espero que tenham curtido a entrevista e, para adquirir os livros, entre em contato com a Márcia através das redes sociais. Vou disponibilizar os endereços abaixo, basta clicar no ícone que você será direcionado para a página correspondente. A resenha do primeiro livro da série também sai nesse mês especial. Aguardem!
Até a próxima,
Espero que tenham curtido a entrevista e, para adquirir os livros, entre em contato com a Márcia através das redes sociais. Vou disponibilizar os endereços abaixo, basta clicar no ícone que você será direcionado para a página correspondente. A resenha do primeiro livro da série também sai nesse mês especial. Aguardem!
Até a próxima,




















