A garota perfeita
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Editora Planeta,
Resenha
Quando vi este livro sendo divulgado na internet fiquei curiosa
para ler só pela capa que me chamou bastante atenção, depois que li a sinopse
corri para pedir um exemplar a editora e gostei muito da leitura. A garota
perfeita não é um trilher de tirar o fôlego e sim um romance psicológico com
dramas cotidianos, personagens comuns e uma relação familiar muito conturbada.
A história é narrada por três pontos de vistas diferentes.
Gabe, o detetive encarregado para investigar o desaparecimento de Mia. Eve, mãe
de Mia e esposa de um juiz egoísta e poderoso e Colin Tacher, sequestrador e
sobrevivente. Eu senti falta da visão da Mia durante a narrativa, mas não
atrapalhou a minha leitura.
Como gosto muito do gênero e já estou acostumada com
romances deste tipo, não me surpreendi com o final e na metade do livro eu já
tinha adivinhado tudo que tinha acontecido, mas mesmo assim eu estava tão
envolvida na trama que li até o final para saber de todos os detalhes. Pelo o
que eu li na internet, o livro tinha a proposta de trilher psicológico, mas
logo nos primeiros capítulos eu percebi que a leitura não tinha nada de trilher
e sim drama.
O que não tirou o valor do livro para mim, pelo contrário,
eu li bem rápido para tentar descobrir o motivo do sequestro e aliviar a
angustia dos personagens, porque a autora nos permitiu enxergar o antes e o
depois. A Mia volta para casa depois de meses sequestrada com amnésia e a sua
família fica desesperada tentando reativar a sua memória, mas isso só acontece
bem no final. Essa parte é interessante, principalmente, porque podemos
conhecer a verdadeira face o pai poderoso que é uma pessoa desprezível.
Eu percebi também que a autora colocou a visão de o
sequestrador para os leitores entenderem o porquê de ele ter feito aquilo e na
minha opinião, ela acabou romantizando o vilão. Apesar de compreender o seu
ponto de vista e me sentir tentada a amar o sequestrador, eu parei várias vezes
para recordar o que ele tinha feito e cheguei à conclusão que por mais que ele
tenha passado por muita coisa ruim isso não justifica um crime. Ele pode até
ter um lado bom, mas também existe o lado cruel. O personagem até fala sobre
isso no início do livro, mas depois as coisas vão acontecendo e o sequestro
parece mais um retiro amoroso do que a realidade.
Por outro lado, foi interessante ver a união do bandido com
a mocinha descobrir que da maldade pode surgir um grande amor.
Recomendo muito a leitura, mas não espere por um trilher
muito elaborado e sim por um romance dramático com muitas revelações e
reflexões durante a história.
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