República dos ladrões
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Nobres vigaristas,
Resenha
Depois de séculos que eu li Mares de sangue - o segundo volume desta série - finalmente tive em minhas mãos o precioso República dos ladrões e durante a leitura pude perceber quanta falta eu sentia das fantasias criadas por Scott Lynch. Foi muito bom ter matado a saudade desses personagens ilustres e mesmo que o livro não tenha sido tão bom quanto os dois primeiros, ainda assim foi excelente e me garantiu umas boas risadas.
Em República dos ladrões encontramos Locke como o deixamos no volume anterior: com veneno correndo em suas veias e sentindo que a morte pode chegar a qualquer momento. Depois de procurar sem sucesso qualquer cura para o ladrão, Locke se rende à posposta dos Magos-servidores de lhe curar em troca de fazer o partido Raízes profunda ganhar as eleições, passando à frente de seu oponente, Íris negra.
Locke apenas não contava que teria que lidar com um oponente à sua altura (se não melhor): Sabeta - sua fraqueza assumida e única pessoa que é capaz de armadilhas e tramoias piores que as dele.
Finalmente, após dois volumes nos perguntando sobre essa personagem temos a oportunidade de conhecer uma personagem que rivaliza em astúcia e destreza com Locke Lamora. E que personagem! Conhecendo as habilidades de Lamora e sabendo da capacidade ainda superior de Sabeta, já podemos adivinhar que o confronto entre eles não será nada menos que épico!
É entre os flshbacks do passado de Lamora e a briga ferrenha entre os dois no presente que começamos a entender o fascínio do ladrão pela inteligente ruiva. E confesso que até eu fiquei meio apaixonada por ela. Neste volume finalmente ficamos sabendo como ela entrou para os Nobres Vigaristas (e é uma delícia acompanhar como os vigaristas lidam com uma garota que é melhor do que eles em termos de habilidade) e porque partiu. Devo dizer que esse volume da série satisfez uma das minhas maiores curiosidades com relação à história de Lamora.
A única coisa que fez esse livro não ser o melhor da série até o momento é o fato de ter partes um pouco mais lentas e maçantes, o que torna a leitura um tanto mais devagar. Mesmo com esse detalhe, a narrativa não perde em nada aos livros anteriores e Scott Lynch nos apresenta um livro maravilhoso e extremamente divertido.
Como em todos os seus livros, a escrita de Lynch é culta e bem trabalhada e ao mesmo tempo incrivelmente envolvente, fazendo com que mesmo as cenas mais maçantes se tornem agradáveis. E convenhamos, a história e os personagens compensam qualquer cena que careça de dinamismo. O interlúdio entre Lamora e Sabeta é algo que acredito que todos os fãs queriam ver, e Lynch não nos decepciona nunca, sempre explorando todo o cenário e os personagens secundários - os mesmos que ganharam nossos corações nos volumes anteriores.
Devo mencionar que o bom humor continua intacto e o sarcasmo e as piadas dos gêmeos são simplesmente impagáveis - de nos arrancar lágrimas de tanto rir. Acho que o motivo de eu gostar tanto dessa série é pelos ilustres personagens que são tão únicos e pelo bom humor que o autor esbanja em suas páginas. Além, é claro, da temática que é uma das minhas favoritas (quem não ama um bando de exímios ladrões?!).
Esse volume traz muitas revelações e nos mostra que a fórmula usada por Lynch em seus livros sempre dá certo. Ele consegue abordar novos pontos e ainda trazer elementos familiares de suas histórias fazendo com que o leitor nunca se canse e fique extasiado com as aventuras de seu protagonista.
Para os fãs dessa série, República de ladrões é um livro imprescindível, que vai gerar boas gargalhadas e nos deliciar com essa nova parte da história.
Classificação
Beijos,
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