Querido diário Otário ( Eu! Igualzinha a você, só que melhor) - Jim Benton
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Excelente,
Infanto-Juvenil,
Jim Benton
Este livro é o meu maior inimigo e também o meu melhor
amigo. Toda vez que vou a livraria da Saraiva aqui perto de casa a livreira me
fala deste livro e diz que eu tinha que escrever um livro neste estilo porque
ele sai muito. Isso é pouco perto da quantidade de comentários que recebi de
parentes que leram meu livro e disseram que eu tenho o estilo de escrita do “Diário
Otário”. Depois de relutar tanto, resolvi ler.
Encantei-me. O livro é genial!
Sinopse:
O livro é para pré- adolescentes, por isso é todo ilustrado, com papel brilhoso e fonte grande. Só que isso é só um detalhe perto do conteúdo. O leitor já é surpreendido pelo título que é muito engraçado e sem noção ao mesmo tempo. Sério, a personagem é tão convencida que se torna hilária e fica ainda mais divertida quando a imaginamos na vida real.É isso. Eu faço qualquer coisa, elas copiam. Precisa de mais alguma prova? Eu não tenho certeza se quero ser a Pessoa Mais Copiada do Mundo! Querido Diário Otário, a mamãe me falou sobre um cantor de quem ela gostava quando era mais nova e disse que talvez eu também fosse gostar dele. Como se um cantor que ela achasse bonito não fosse dar um nó nas minhas tripas. Aí, de repente, tive uma revelação. Minhas tripas cheias de nós deixaram tudo muito claro! Não sei como é que eu não soube disto antes: eu sou melhor do que todo mundo. Saber que a minha mãe gosta de um cantor torna impossível que eu goste das músicas dele, mais ou menos da mesma forma que a Isabella, a Angelina e a Emmily estão fazendo, só que ao contrário: elas querem ser iguais a mim e por isso estão me copiando. Eu sou igualzinha a elas, só que melhor. Elas sabem disso. E estão me imitando! Dê uma espiadinha no diário da Jamie Kelly. A Jamie sempre jura que tudo o que ela escreve é verdade... Bom, pelo menos ela acha que é!
O que eu achei mais inusitado no livro foi a ironia e o
sacarmos que fazem parte de toda narrativa. Realmente, sempre tive vontade de
reclamar de certas situações dos meus pais que me faziam pagar mico quando
tinha 12 anos ( mico, que hoje não considero mais como sendo mico), mas ficava
receosa e achava que isso era um assunto tabu em livros. Só que Jim Benton inovou fazendo criticas construtivas e as vezes até bem pesadas. Ele critica o tempo
todo as atitudes de professores e pais de uma forma sutil e íntima. Acho que o
fato do livro ser narrado em formato de diário suavizou a narrativa, porque
sinceramente, não sei como algumas escolas adotam esse livro.
O livro é tão real, que entramos na cabeça da personagem e
não queremos sair mais. Fora que o nome Jamie Kelly é um caso a parte. O nome é
tão diferente (para mim) que toda vez que lia ela se vangloriando ria demais.
Principalmente, no início quando ela monta uma página no diário especialmente
para quem quer copiá-la. É uma página de recorte, tem 1 coração e uma mensagem.
Quase recortei o coração para costurar
na minha camisa... ahahaha
A história em si é boba, mas o que enriquece são as
ilustrações, a escrita cômica e o drama da personagem. Para mim a frase que me
deixou de boca aberta e sem reação foi
A cartolina vagabunda da professora
A frase é inocente, mas cheia de significado. Sério, invejo
a coragem desse autor e aplaudo em pé o
seu sucesso, porque escrever sobre o cotidiano dos jovens já não é fácil, agora escrever Otário ( Na minha época, se eu falasse otário levava um tapa na boca) no título e ainda
conquistar tantos leitores é coisa de gênio.
Beijinhos,












