Will & Will - Um nome, um destino - John Green & David Levithan
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Três Estrelas
| 348 páginas Editora Galera Record ![]() |
"Não é que o livro seja de um todo ruim, ele apenas não é para mim." Começo esta resenha parafraseando uma outra resenha que vi aqui na blogosfera. Sim, é um bom livro, mas não para mim.
No auge do seu sucesso literário e com romances nos topos das listas, John Green decide escrever juntamente com David Levithan um romance adolescente com personagens gays. Até ai a promessa seria um romance incrível. E talvez seja, mas não me convenceu.
A história é sobre dois caras que só compartilham do mesmo nome - Will Grayson - porque a personalidade é bem distinta um do outro. Um é gay tentando sair do armário e descobrir seu lugar no mundo - personagem escrito e desenvolvido por David Levithan. O outro, e meu preferido, é o melhor amigo de um gay e também está tentando encontrar seu lugar no mundo e entender o amor - esse Will é personagem do John Green.
O Will que mais me agradou foi o do John Green, não sei, esse personagem é tão forte sabe? E pudera, todos os personagens do John são assim, tocáveis e fortes. O Will do David Levithan é irritante e tão deprimente que às vezes me via deprimida por causa dele, e também ele é tão abusivamente confuso que não acho possível um adolescente ser tão confuso dessa forma. Deus, me vi tendo vontade de cuspir na cara dele e falar: "Cara, acorda, o mundo é essa merda mesmo e não podemos fazer nada!".
Não sei, mas demorei para me adaptar a leitura, que se alterna em capítulos, ora narrados pelo Will do Davi ora narrado pelo Will do Green. O jeito de escrever dos autores são tão diferentes, e não gostei porque a história parecia ser duas e não uma, e essas duas histórias só se cruzam pra lá do meio do livro.
Quando recebi esse livro da Galera Record pensei: "Porra, esse é um livro MUITO GAY." E não, é um livro que fala sobre o homossexualismo na adolescência, mas é mais que isso, o foco é sobre adolescentes descobrindo, ou pelo menos tentando descobrir, o seu lugar no mundo. Como eu disse, pode ser um bom livro para você, mas que infelizmente não me convenceu.
"Quando as coisas se quebram, não é o ato de quebrar em si que impede que elas se refaçam. É porque um pedacinho se perde - as duas bordas que restam não se encaixam, mesmo que queiram. A forma inteira mudou."












