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    Bem Mais Perto - Susane Colasanti - Novo Conceito



     Sinopse: Quando Brooke descobre que o amor de sua vida, Scott Abrams, está se mudando do subúrbio de New Jersey para Nova York, ela decide segui-lo até lá. Viver com o pai ausente e se adaptar a uma escola totalmente nova são desafiantes para ela — e as coisas ficam ainda piores quando ela descobre que Scott já tem uma namorada. Mas como ela aprende a sobreviver na cidade grande, começa a descobrir todo um novo lado de si mesma e percebe que, às vezes, o amor pode te encontrar mesmo quando você não está olhando para ele.







    Susane Colasanti
    Editora: Novo Conceito
    ISBN: 9788581630151
    Ano de publicação: 2012
    Número de páginas: 236
    Tradutor: Cibele da Silva Costa


    As sete vidas do amor - Carla D` Alessio/ Bertrand Brasil



    Faltam sete dias para o Natal e, enquanto confessa seus pecados e insatisfações ao padre, Ada depara com o olhar ambíguo de um persa preto aos pés do sacerdote. Sem que ela saiba o real motivo, nota-se roubando o felino e levando-o para casa. Assim, Bemot, o gato surrupiado na sacristia, está fadado a assistir ao desenrolar das tramas da história, enquanto as protagonistas passam por situações difíceis e se veem forçadas a enfrentar um novo começo.É o que acontece com Ada, que tenta gostar de si mesma, abandonando os anos de descuido e indiferença que até então marcaram sua vida. Ou Gilda, constantemente em busca de alguém que compense sua maternidade fracassada; de Nina, que tem o corpo forte de uma atleta, mas os medos de uma adolescente; de Mara, advogada agressiva que, no entanto, tropeça no amor; com a fútil Bea e, finalmente, de Zoja, que se mudou da Ucrânia para a Itália tentando melhorar de vida.

    O Substituto - David Nicholls



    Sinopse:
    Stephen C. McQueen é apenas o substituto de Josh Harper na peça teatral que o grande astro, 12º homem mais sexy do mundo, protagoniza. Para azar de Stephen, entretanto, Josh não é do tipo que costuma ficar doente, se atrasar ou arrumar desculpas para não atuar. Pelo contrário, ele é sempre pontual até demais.Enquanto Stephen sonha com sua oportunidade dourada, ainda precisa resolver seu problema com a ex-mulher (que já se casou novamente mas por quem ainda nutre sentimentos amorosos), se acertar com a filha de sete anos e resolver a paixão repentina que começa a se instalar em seu peito por Nora, a mulher de Josh Harper.


     
     
    O que fazer quando você dorme três vezes enquanto lê o livro? Desistir? Nunca!  Mas, preciso confessar que não aguentava mais a narrativa. Fiquei um pouco decepcionada porque adoro o autor e comecei a ler com muitas expectativas, mas não consegui me envolver com a história e não gostei.

    Revirando o Baú: Onze Minutos - Paulo Coelho

    Editora Sextante.
     240 páginas.
    Ano de Lançamento: 2003

    Em Onze Minutos, Paulo coelho explora o tema do sexo e cria um conto de fadas moderno, melancólico e sensual, que narra a transformação de uma mulher em busca de si mesma. 
    Maria, uma jovem nordestina desiludida com o amor, sai de casa à procura de aventura e paixões, e é na Suíça, como prostituta, que encontra as respostas para suas perguntas mais profundas. 
    Baseado em fatos reais, o romance parte da banalização do amor e do sexo para nos fazer refletir sobre a natureza humana e a liberdade de sermos nós mesmos.


    No mínimo não sou normal, só pode. Li este livro aos 15 anos e o achei magnifico de tal forma que não conseguia explicar e era até uns dos favoritos no meu skoob. Até que, aos 19 anos, resolvi que iria lê-lo novamente para fazer um revirando o baú aqui no blog e sabe com o que me deparo? Com um livro decepcionante. Parecia que era a primeira vez que o lia, muito diferente. Ou será que eu sou a diferente nessa situação?

    O livro agora é simplesmente um manual de sexo camuflado pela história de uma prostituta. E o mais revoltante: nordestina. Ok, parece que todos os escritores só resolvem tirar esse tipo de personagem do nordeste, como se as pessoas daqui não fosse capaz de representarem um personagem mais digno. E olha, não sou nordestina, sou paulistana, mas depois que passei a morar no nordeste percebo o quanto as pessoas do sul são preconceituosas.

    A narrativa do livro é longa e cansativa, com poucos diálogos e muita descrição psicológica, com explicações diversas sobre a arte do sexo.  Maria é aquela tipica personagem que você se irrita ao longo de todo livro, além de ser burra e acha que entrar no mundo da prostituição é provar para si mesma que é forte e guerreira. É como se eu fosse usar drogas para provar que sou capaz, mesmo sabendo de todas as consequências.

    É simples, Onze Minutos é esse livro que te cega no primeiro momento, mas que ao ler com mais atenção você percebe que não passa de uma autoajuda camuflada. Indico para aqueles que gostam do escritor e de autoajuda. Do resto, é um livro desnecessário. 

    Bruna Vieira - Depois dos Quinze




    Editora: Gutenberg
    Ano de Lançamento: 2012.
    Páginas: 200


    "Bruna Vieira, tem 18 anos, é colunista da revista Capricho e dona do blog Depois dos Quinze. Começou a escrever porque descobriu que o amor da sua vida era, na verdade, apenas o amor de uma das centenas de fases que ela já viveu. Desde então, com a ordem das palavras escritas e compartilhadas nas redes sociais, Bruna superou a timidez, viajou para a Europa, fez duas tatuagens, mudou de vez para São Paulo e tornou-se uma das adolescentes brasileiras mais influentes da internet, com milhares de fãs-leitoras-amigas-seguidoras. Neste livro você encontra uma mistura de histórias, desabafos e segredos de uma garota que nasceu no interior, ama os animais, usa boinas coloridas e ainda acredita no amor simples e verdadeiro."

    Comprei "Depois dos Quinze" porque sempre gostei do blog da Bruna e da coluna dela na revista Capricho. O começo da leitura foi agradável, marquei várias frases interessantes e me identifiquei com algumas passagens, porém com o passar do tempo a leitura acabou se tornando maçante e repetitiva. Sempre aquilo: dor de quem já sofreu muito por amor, correspondido ou não. Impossível ou não.

    Já tinha dito no twitter: o blog da Bruna é legal, mas juntar tudo e compilar em livro não foi uma ideia bacana. A ideia de escrever e crescer na internet é boa sim, aquilo de compartilhar seus sentimentos, seus segredos, não ter medo de se esconder é legal. Ter um blog para desabafos se tornou comum, principalmente entre as meninas, até eu, mera humana já tive um. É só escrever aquilo que as pessoas sentem/sentiram e elas se identificaram. Agora colocar tudo isso em livro é outra história. 

    O livro na verdade é isso: tristeza, depressão e amores não correspondidos/impossíveis. Tudo bem, eu confesso, que se fosse há 1 ano atrás esse livro seria perfeito para mim e o que estava passando, mas agora? NÃO! A vida é muito muito mais bela do que ficar trancada sofrendo por quem não te dá valor. 

    Bruna que me desculpe, sei que ainda escreverá muitos outros livros e espero que melhores. Mas eu, como leitora do seu blog, não gostei de ter juntado tudo e feito uma mistura depressiva, porque seu blog não mostra somente isso. Aliás, mostra muito mais coisa. Talvez a escolha dos contos tenha sido errônea  Na verdade não sei. Dou 2 estrelinhas porque ainda dá para se aproveitar algo, a edição é muito boa e organizada. Gostei bastante desse cuidado, queria dar mais estrelinhas, mas infelizmente ser leitora é isso gostar mais de uns livros do que de outros. 

    "Anota aí na última folha da agenda: sempre existirão outras coisas, outras pessoas, outros lugares neste mundo. O segredo é deixar ele descobrir tudo isso sozinho e ainda assim preferir você." (Pág. 33)

    Movie Day: Magic Mike




    Lembro que esse filme foi muito aguardado por todas as blogueiras, que não sabiam falar de outra coisa no twittere/ou facebook. Eu aguardava o lançamento por dois motivos: 1. Channing Tatum se tornou um dos meus atores preferidos depois de “Querido John” e “Ela dança, eu danço”. 2. O drama foi inspirado em sua vida antes de se tornar ator. Tive a oportunidade de assistir ao filme esse fim de semana e o resumo em uma única palavra: FRACO. Bom, vou explicar tudo.

    Mike é um daqueles operários que eu adoraria ver todos os dias: bonito, sexy e charmoso. Durante o dia constrói casas e a noite realiza os desejos de muitas mulheres em uma boate de stripper. Um dia ele conhece o jovem e perdido Adam, resolve ajudá-lo, o inserido no grupo de stripper. Muito rapidamente, Adam se torna mais confiante, e aquela menino perdido do começo da história deixa o dinheiro subir a cabeça e passa a consumir drogas e dormir com todo tipo de mulher. No meio disso tudo tem a irmã de Brooke que não tem sentido nenhum na história, mas que Mike passa a se interessar. O que era pra ser um romance, na verdade é a coisa mais superficial que já vi, não tem desenvolvimento nenhum durante o filme e quando a gente pensa que a coisa vai pra frente o filme acaba.

    Magic Mike se resume a isso: enredo fraco, uma história que não tem nada com nada e não acrescenta em nada. Até o romance, que poderia ser algo trabalho na história acabou ficando de escanteio e o que se tornou foco no filme foram os homens bonitos que tiram a roupa. OK. Isso pode conquistar todas as mulheres (de 16 a 90 anos), mas para mim não é assim que se constrói uma história. Esse filme não tem sabor de novidade, não tem gosto de quero mais, na realidade tem sabor de decepção.

    Delírio - Lauren Oliver

    Para reflexão: "Por que nunca gosto do que todo mundo gosta?" 



    " Numa sociedade futurística os cientistas se empenharam para descobrir a cura da mais mortal das doenças: o amor. Agora todo mundo precisará passar por uma intervenção para nunca mais amar."  


    " (...) É o mais mortal entre todos os males: você pode morrer de amor ou da falta dele." (Página 9)

    Tempos se passaram e estamos no futuro, numa sociedade onde é proibido amar. É verdade, o amor ou amor deliria nervosa é visto como uma doença mortal e para controlar isso o Governo obriga todos os cidadãos a passarem por uma intervenção ao completarem 18 anos. Segundo o Governo, somente depois da intervenção que as pessoas adquirem a felicidade total.

    Lena Haloway tem 17 anos e está contando os segundos para passar pela intervenção. Com histórico familiar nada bom - sua mãe suicidou-se depois de adquirir a doença - Lena só quer ser feliz, ir para faculdade e viver tranquilamente em Portland com o marido que for pareada. Isso mesmo, o Governo se encarrega de fazer tudo para você até mesmo escolher o seu futuro marido. 

    Contudo, pouco antes da intervenção, Alex aparece em sua vida causando uma confusão de sentimentos. Sentimentos que a fazem pensar se o amor é realmente algo tão ruim como todos dizem. 

    Delírio (Intrínseca, 352 páginas, 2012) foi mais uma das distopias que me decepcionaram.  Quem me acompanha no twitter sabe que Jogos Vorazes não foi uma leitura prazerosa para mim, assim como Delírio. Não sei como dizer que me decepcionei com esse livro depois das incontáveis resenhas positivas que vi na blogosfera. Aliás, não sei porque me decepciono com tudo que todo mundo gosta, sou muito do contra. 

    Logo no início da leitura percebi que Delírio possuía uma narrativa cansativa : páginas e páginas de pensamento da protagonista tornaram a leitura muito exaustiva pra mim. Têm capítulos que a história não avança pois é constituído somente dos devaneios de Lena. 

    Delírio me chamou atenção pelo enredo: amor igual à doença. Lauren, sem sombras de dúvidas, transborda sentimentalidade em sua história. Porém, juntamente com a narrativa cansativa, a descrição dos lugares e das pessoas são confusas, tendo momentos em que foi necessário voltar na leitura. Outro ponto negativo foi o final, parecendo Fallen, tudo aconteceu em menos de 30 páginas.

    Ponto positivo foi para editora Intrínseca, fico impressionada com o seu trabalho bem feito tanto na diagramação quanto na tradução. A capa é muito muito linda, a edição ficou impecável e não encontrei nenhum erro. É por isso que boa parte da minha estante é Intrínseca. 

    Quero lembrar aos leitores que a opinião sobre Delírio é completamente pessoal, não deixe de ler se você é fã de Distopia. 

    Garota Replay - Tammy Luciano

    Desde já quero lembrar aos leitores que opinião é extremamente pessoal. Cada um tem a sua e ninguém deve sentir-se obrigado a partilhar as mesmas ideias. É com esse pensamento que venho discorrer sobre um livro que, infelizmente, não atingiu minhas expectativas: Garota Replay.



    Quando pego um livro para ler, principalmente nacional, tento me ater a alguns pontos. Qual a proposta do livro e o autor conseguiu cumprir isso? Qual a faixa etária do público alvo? Porque não adianta o leitor esperar de um livro juvenil, destinado a meninas de 15 anos, a mesma maturidade que encontramos nos livros de escritoras famosas por escrever romances coesos devorados por um público mais adulto. São mentalidades diferentes e narrativas diferentes. 

    Mas, voltando ao que interessa. Em Garota Replay (144 páginas, Editora Novo Conceito) Tammy Luciano nos apresenta a vida de Thizi, uma menina de classe média alta, que passa a maior parte do tempo sozinha em seu apartamento na Barra da Tijuca. Seus pais vivem viajando e sua única companhia é a moça que trabalha para a família há tempos. Mesmo se considerando uma rica normal, sem exageros, Thizi leva uma vida totalmente fora dos padrões brasileiros. Isso me incomodou muito. 

    Quem recebe uma mesada gorda o suficiente para se manter, tem as finanças da casa administradas por uma empresa, ou seja, não possui nenhuma responsabilidade e ainda ganha um carro novinho? Achei que faltou verossimilhança e que a autora poderia ter se aprofundado nos diálogos. 

    Outro ponto que preciso considerar é o tamanho do livro e a redundância na história. Várias cenas muito parecidas conferiram uma narrativa enrolada e confusa. Entendam bem, um livro pode ter 150 páginas e caber exatamente nesse espaço, ou pode faltar informações e a escrita ficar corrida. A impressão que ficou em Garota Replay foi que essas cenas repetidas encheram espaço para aumentar o livro. Não caiu bem. 

    Ex de repetição de cenas. Spoiler > Se você já leu e/ou quiser saber, selecione o texto contido no espaço abaixo. Se não quiser saber ignore essa informação. 

    Várias vezes é mencionada a questão da traição e que o ex namorado Tadeu bateu de carro. 

    Para completar, não gostei do trabalho de design de capa feito pela editora. Por mais que seja condizente com a história, o desenho ficou pesado e as meninas com linhas fortes demais. Enfim, minha frustração foi enorme, principalmente porque gostei muito de Sou Toda Errada (resenha aqui), e acreditava numa evolução da narrativa da Tammy e talvez uma história mais elaborada e extensa. 

    Aconselho que leiam e cheguem à sua própria conclusão. 


    Sociedade Secreta, Rosa & Túmulo - Diana Peterfreund


    Amy Hastel trabalha como editora da revista literária da Universidade de Eli. Com notas excelentes e um currículo de fazer inveja, Amy sonha em fazer parte da sociedade secreta Pena & Tinta, o que facilitaria muito a sua entrada no tão disputado mercado de trabalho. Mas para sua surpresa, não é a Pena & Tinta que a convoca e sim uma das maiores sociedades secretas que existem: a Rosa & Túmulo.

    Depois de muitos anos convocando apenas homens para integrar o grupo, a Rosa & Túmulo resolve abrir suas portas para um seleto grupo de mulheres, do qual Amy faz parte. Agora ela é uma coveira e compartilha os segredos daquela sociedade lendária, que tem membros espalhados em todos os continentes, incluindo alguns líderes mundiais mais ilustres.

    Sabe aquele livro que todo mundo fala que é maravilhoso e você morre de curiosidade de ler, mas ainda não teve oportunidade? Sempre esperei uma promoção para adquirir o meu exemplar de Sociedade Secreta, mas o preço insistia em manter-se salgado… Até que um dia, voltando do mercado, deparei-me com a vitrine de um sebo que o anunciava a 10,00. Olha que sorte! Como fui uma cliente muito boazinha e comprei vários outros livros, o tio do sebo ainda fez um descontinho e Sociedade Secreta saiu por 8,00. (E não estava acabado não hein, estava embaladinho, lindo, impecável)

    Fui para casa feliz da vida, suspirando de alegria e larguei tudo o que estava lendo para me deliciar com o meu tão sonhado livro.

    Já de cara, tive vontade de abandonar a leitura e jogar o livro na parede. Esperava uma narrativa mais dinâmica, com suspense adolescente e tudo mais. Fui no twitter fazer um #mimimi e perguntar se iria melhorar. Encorajada por algumas blogueiras que disseram que a partir de determinado ponto as coisas começam a se encaixar, voltei para a minha leitura.

    Preciso concordar que isso realmente acontece mas, infelizmente, o livro não me conquistou. Como dito anteriormente, acho que faltou um pouco mais de suspense e muitas questões ficaram soltas na minha cabeça. Fico pensando se a autora tirou inspiração na maçonaria para escrever essa obra, visto que, aparentemente, as semelhanças são muitas - claro que não sou conhecedora, mas tenho pessoas na família que fazem parte e já peguei alguns livros para tentar, em vão, entender alguma coisa.

    Sociedades com códigos e juramentos secretos, basicamente masculinas e onde as pessoas tratam-se por irmãos. Talvez tenha sido esse o ponto que despertou minha curiosidade. E foi minha maior frustração.

    Espero que nos próximos volumes minha expectativa seja atingida e minha curiosidade sanada (risos) porque esse me mostrou apenas choque de gereções =/



    Amor Fora de Hora - Katarina Mazetti


    Desirée passava, pelo menos uma hora por dia, sentada no cemitério observando a lápide de seu marido Örjan. Aquela pequena pedra escolhida por ele, fria e sóbria lhe causava arrepios, assim como a solidão que tomara conta de sua vida após o acidente que culminou na morte do companheiro. Agora, não havia ninguém à sua espera em casa, tampouco alguém para se importar com sua volta ou não. Desirée era uma jovem e melancólica mulher, viúva e sem filhos. 

    Curiosamente, suas visitas ao cemitério não eram tão solitárias como deveriam ser. Todos os dias, um homem com uma jaqueta colorida e um gorro horroroso escrito Nós, lenhadores!, visitava o túmulo ao lado, limpava as plantas que cresciam sobre ele, plantava algumas flores... Como se aquele pedaço de terra fosse seu jardim particular. 

    Benny era um fazendeiro praticamente falido que lutava para levantar a propriedade e livrar-se das dívidas que se acumularam após a morte de sua mãe. Assim como Desirée, ele era uma pessoa extremamente solitária, que gostava de ir ao cemitério para pensar nos problemas e encontrar possíveis caminhos. 

    Um incomodava o outro. Benny não se conformava que aquela mulher bege e sem graça estivesse ali, sentada no banco verde desbotado todos os dias, atrapalhando seu momento de intimidade. Desirée não aceitava a presença daquele homem sujo de terra, usando um gorro detestável e com apenas três dedos em uma das mãos. O que poderia ter acontecido com ele?!? 

    Apesar da birra inicial, eles passam tempo demais pensando um no outro quando não estão próximos e, um dia, sorriso compartilhado mudaria a vida dos dois. A aproximação era inevitável. O casal, no entanto, era totalmente o oposto. Ela, extremamente organizada e culta, com sua casa impecável e lençóis branquíssimos. Ele, caótico. Cheirando a estábulo e vivendo em meio à bagunça que se tornara sua cozinha, repleta de fungos e quadrinhos em ponto de cruz. 

    Será que o sentimento entre os dois seria capaz de superar todas essas diferenças? 
    A primeira vez que me deparei com Amor fora de hora (Lua de Papel, 174 páginas), fiquei louca. Primeiro pela capa lindíssima, segundo pela sinopse e terceiro pelo título. Enfim, o livro tinha tudo para ser uma leitura agradável e doce, daquelas que caem como uma luva em uma tarde descontraída. Uma leitura leve, que não exige do leitor nada além de boas risadas e suspiros. E ele cumpriu esse papel, até a metade. 

    Os capítulos alternando a narrativa de Desirée e Benny funcionaram com maestria no início, porém, com o avançar da leitura, confesso que achei um pouco maçante vivenciar a mesma cena duas vezes. Outro ponto que me incomodou foram as brigas. Ninguém, absolutamente ninguém, consegue levar um relacionamento, por mais estranho que ele seja, em meio a tantas discussões. 

    Todo o encanto do livro se quebrou. Os personagens principais são duas pessoas extremamente egoístas, que não enxergam nada além de seus próprios desejos e limitações. Benny consegue, na maior parte do tempo, ser uma verdadeira 'porta' e Desirée é tão preconceituosa e cheia de si que tive vontade de esganar. 

    Algumas questões não foram esclarecidas e terminei com pontos de interrogação pairando sobre minha cabeça. Confesso que até voltei algumas partes para ver se porventura tinha deixado escapar algum detalhe. Não deixei. Acredito que fizeram falta umas 50 páginas a mais. O final ficaria mais elaborado e melhor explicado, porque vamos combinar... tsc tsc tsc!

    Infelizmente, não recomendo o livro! 





    A Dama da Ilha - Patricia Cabot




    O doutor Reilly Stanton acaba de aceitar o cargo de médico, oferecido em um anúncio no  jornal The Times, e parte para a Escócia. Stanton é um Marquês e não precisaria aceitar esse, ou qualquer outro emprego, para garantir seu sustento. Esse rompante de largar a vida confortável em Londres e partir para ‘o fim do mundo’ deve-se à necessidade de provar, para sua ex-noiva Christine, seu valor e capacidade de exercer a medicina. Como uma boa moça londrina de 1840, ela não aceita a carreira escolhida pelo noivo, afinal não há nenhum status ou benefício em ser esposa de um simples doutor.



    Sua chegada a Skye, no entanto, não ocorre de maneira promissora. Reilly encontra seu cargo ocupado pela filha do antigo médico local, assim como a casa que ele habitaria, e uma população totalmente resistente à sua presença. A senhorita Brenna Donnegal mantinha tudo sob controle por ali. Toda a vila apelava para os conhecimentos dela cada vez que alguém, ou algum animal, ficava doente. 



    Quem não está nada satisfeito com isso é Lorde Glendenning. Fora ele quem enviara o anúncio para a contratação de um novo médico. Não que Glendenning fosse um nobre despreocupado com os moradores da vila, mas sua verdadeira intenção é conquistar o coração de Brenna e fazê-la sua esposa. Para isso, ele precisaria da ajuda do doutor Stanton a fim de atestar que a moça não está em suas faculdades mentais e não apresenta condições de viver só, afinal, ela faz longas caminhadas à noite pelo cemitério anotando coisas em seu caderno, coletando punhados de terra e guardando no bolso. Uma Louca?!?

    Rilley estava certo que Brenna escondia um grande segredo e faria de tudo para descobrir o que existe por trás de todo aquele mistério. 

    A Dama da Ilha (320 páginas) é mais um romance histórico da Patricia Cabot, pseudônimo usado pela consagrada autora Meg Cabot para assinar seus livros do gênero. 

    Lançado recentemente pela editora Essência, o livro traz a história de Breena, uma mocinha nada normal, para os padrões de sua época. Forte, determinada, trajando calças masculinas e montando com uma perna de cada lado, Brenna faz o que quer. Mesmo que para isso ela precise fugir e viajar quilômetros, sozinha. 

    Por sua vez, Reilly não sabe muito bem quem é, ou o que quer. Suas decisões são baseadas em Christine e na sociedade londrina e não em suas vontades. Por outro lado, possui aquele charme de gentileza de um nobre, o que não é comum entre os habitantes de Skye. 

    Lorde Glendenning também merece destaque. A princípio, a reação que tive foi odiar o insistente pretendente de Brenna, mas com o desenrolar da história, ele mostrou ser dono de um bom coração e ‘ganhou o meu respeito’. 

    Apesar de ser uma leitura leve e divertida, o livro deixou a desejar. A Dama da Ilha está longe de ser um romance histórico daqueles que tiram o ar e prendem o leitor. Acho que a autora poderia ter pesquisado um pouco mais e desenvolvido de maneira menos atropelada o ‘desenrolar do grande mistério de Brenna’. O livro segue o estilo de outros romances históricos da autora, como Pode Beijar a Noiva. Uma narrativa não muito elaborada e até um pouco ‘boba’. Estou começando a me convencer que prefiro Meg escrevendo O Diário da Princesa, rs.


    A Vidente - Hannah Howell


    Assim como os membros de sua família, Chloe Wherlocke possuia um dom especial. Ela era capaz de enxergar coisas que ainda iriam acontecer, mas nem sempre essas visões eram boas. Na maioria das vezes, eram assustadoras. Uma delas, no entanto, mudaria para sempre a vida da jovem. 


    "A vida surgiria em meio a morte."


    A Vidente tem início com a morte da irmã de Chloe, logo após dar a luz a um bebê também morto. As crianças são trocadas por dois homens, que levam o menino sem vida e deixam em seu lugar, uma criança viva, filho do conde de Colinsmoor. Ela sabia que agora aquela criança estava sob sua responsabilidade e que precisava protegê-la até que fosse chegada a hora de revelar a verdade. Para isso, contaria com a ajuda de seu primo Leopold.

    Três anos depois, Julian Kenwood é vítima de um novo atentado. O conde é esfaqueado em um beco e está terrivelmente ferido. Chloe e Leopold salvam a vida daquele homem que há tanto tentavam proteger, e cuidam para que todos pensem que o nobre veio a falecer. Essa era a única maneira de garantir sua recuperação em segurança.

    Totalmente desiludido, Julian acabou entregando-se à bebida e noites de luxúria. Casado com uma mulher infiel e vivendo de maneira infeliz, o homem passa a enxergar que algo está errado. Alguém quer acabar com sua vida e ele sabe disso. Mas existem pessoas que querem seu bem, seus salvadores. Julian se vê na casa de pessoas totalmente desconhecidas, que salvaram sua vida e possuem informações importantes sobre sua família. 

    Julian queria desmascarar aqueles que prejudicaram sua vida e não mediria esforços para isso. Seu coração estava fechado, cheio de mágoas e desilusões. Em meio a todo esse turbilhão de sentimentos, um par de olhos com longos cílios despertam seu interesse. Chloe era uma mulher rara e diferente. 

    Estaria Julian deixando de lado as barreiras em seu coração e cedendo à paixão? 

    A Vidente (224 páginas) foi publicado no Brasil pela editora Lua de Papel e é o primeiro livro da Série Irmãs Wherlocke, da consagrada autora Hannah Howell. 

    Nesse romance histórico, ambientado na Inglaterra do século XVIII, Hannah nos apresenta a tórrida relação entre Chloe, uma jovem especial e de personalidade forte que vive amparada pelo primo e Julian, um nobre vítima das maldades da luta pelo poder. 

    Uma leitura, rápida e leve, que segue aquele estilo romance de banca com capa de livraria. Por mais que seja uma  boa descontração, confesso que não foi uma das melhores leituras que já fiz dessa autora. Acho que criei grande expectativa e fiquei um pouco decepcionada. Acho que a autora explorou demais os dons de Chloe, o que acabou, em minha opinião, tornando a história um pouco forçada e repetitiva. 

    Outro ponto que deixou a desejar foi o trabalho da editora. Depois de uma capa linda e o detalhe do laço de fita que deu todo um charme ao livro, deparei-me com uma letra muito pequena e uma margem quase inexistente. Em algumas páginas, como a 77 por exemplo, podemos reparar que o texto está totalmente torto e não há um padrão. A única coisa que consigo pensar é economia. Seria mais interessante fazer uma diagramação melhor e economizar nos detalhes. 


    Reparem a diferença entre a numeração no fim das páginas 69 e 77. 

    PS. desculpem a qualidade das fotos, mas foram tiradas via celular. 

    Espero encontrar uma maior atenção quanto a isso na continuação da série: A Sensitiva. 




    Como fui Esquecer Você - Jennifer Echols


    Zoey é a linda capitã do time de natação da escola, filha de um pai que acaba de engravidar a amante, e também funcionária, de 24 anos e uma mãe que tentou tirar a própria vida depois que ficou sabendo do acontecido. Zoey a encontrou na cama, desacordada e agora seu pai acaba de interná-la em um hospital psiquiátrico. Como se isso já não fosse ruim o suficiente, ainda deveria ficar em absoluto sigilo. Um segredo que deveria ser mantido entre ela, seu pai, o policial Fox e Doug, o garoto mais odioso da escola.

    Apesar de se conhecerem desde crianças e estarem na mesma equipe, Zoey tinha certeza que Doug a odiava. Alguns anos atrás ele havia ido para um reformatório  por isso Zoey tinha vetado sua indicação como salva vidas no Slide with Clyde, o parque aquático de seu pai. 

    Era quase impossível para Zoey suportar aqueles trágicos acontecimentos e para afogar suas frustrações nada melhor que correr para os braços de Brandon e ter, enfim, sua primeira transa. Brandon é astro da equipe de futebol e o maior conquistador da escola e Zoey tornou-se sua confidente, a pessoa com quem ele conversa sobre seus inúmeros casos amorosos. Mesmo a relação entre eles sendo apenas de amizade, todos achavam que deveriam transar... Por que não? 

    No entanto as coisas não saem como ela imaginou e há um distanciamento entre os dois. Zoey não vê Brandon durante toda a semana e ele não responde suas mensagens de texto. Ela resolve, então, ir atrás dele na festa do time de futebol e repetir o que haviam feito. 

    É aí que tudo acontece. A batida. O acidente. Zoey acaba com seu fusca e não se lembra de nada que aconteceu naquela noite. Só de Doug a ter chamado de garota mimada e a ter resgatado de dentro do carro. 

    Virei fã da autora após ler Longe Demais, leia a resenha aqui. Apaixonei-me pela escrita da Jennifer e criei uma expectativa tão grande para esse livro e... fiquei totalmente decepcionada. Deveria ter imaginado que seguiria à regra: grandes expectativas = desilusões literárias. 

    O livro não é de todo ruim, mas não me pegou de jeito. Senti falta de mais um pouco de romance, um relacionamento mais sutil. Acho que a autora poderia ter mostrado a vida do adolescente normal, que faz sexo, que pensa em sexo, que faz sexo para não ficar para trás diante dos amigos... Mas acho que ela poderia ter explorado mais o lado doce da personagem principal. 

    Foram tantos conflitos que fiquei confusa. Pai, mãe, amante, bebê, acidente e mais um monte de coisas que me fizeram parar e respirar três vezes. Não é possível uma pessoa ser tão tapada, sério. Terminei o livro revoltada com a Zoey! Decepcionante!






    Beijada por um Anjo - Elizabeth Chandler


    Ivy Lyons acredita em anjos. Sim, para ela os anjos não só existem como escutam suas orações e as atendem. Ela vive em um mundo só seu, alheia às futilidades adolescentes. Preocupada com sua gata Ella e seu irmão mais novo Phillip, Ivy vê sua vida mudar quando sua mãe resolve casar-se novamente, o que a faria viver sob o mesmo teto que famoso  e riquinho Gregory.  

    Tristan faz parte da equipe de natação e é o garoto mais popular da escola. Todas as meninas eram loucas por ele, exceto uma: Ivy. E é justamente por ela que ele se apaixona e passa a fazer inúmeras tentativas de aproximação (algumas realmente engraçadas, rs). 

    Depois de tantas investidas Tristan finalmente consegue a atenção de Ivy.Ele passa a lhe dar aulas de natação e a jogar videogame com Phillip, adota Ella e faz milhões de coisas para manter viva a amizade com Ivy. Amizade esta que evolui rapidamente para um sentimento forte e verdadeiro mas, no dia que ele diz que a ama, ocorre um terrível acidente e a 'história entre os dois é interrompida cedo demais'.

    "Ivy acreditava e confiava nele como jamais tinha confiado em alguém. 
    Um dia criaria coragem para dizer, com todas as letras, eu te amo Tristan."


    Acho que vou apanhar agora! Leitores, sejam compreensivos comigo e esperem até o final da resenha para me bater, ok?  Rs. Tive uma dificuldade enoooorme em terminar essa leitura. 

    1. Criei uma expectativa muito grande em relação à essa trilogia (ops, agora série). Parte culpa das inúmeras resenhas apaixonadas que li, parte culpa da editora e seus kit's super hiper ultra mega fofos com aquele travesseiro de peninhas e tudo mais. 
    2. Demorei séculos para comprar os meus e, quando o fiz, foi de uma vez só. 
    3. Essa semana chegou o meu tão sonhado travesseiro de peninhas acompanhado pelo quarto livro.

    Diante de tudo isso, eu não tinha mais como fugir. Todos os livros em mãos, travesseiro devidamente inflado, lá fui eu. Havia chegado a hora de me 'deliciar' com a série 'Beijada'. 

    Agora vocês vão querer me matar: achei a história chata, arrastada e monótona até quase o fim. Larguei o livro, voltei para ele, larguei novamente e voltei para terminar e 'deixar registrada toda a minha frustração', o que não vai acontecer. AINDA. 

    Ivy é fofinha? Sim, mas também é chatinha. Tristan é gato e tudo de bom? Sim, mas é bonzinho DEMAIS. O mote é bom? Sim. E a narrativa? Como disse anteriormente, arrastada. Isso me matou.

    A coisa toda começou a funcionar tarde demais, mas quando finalmente aconteceu, conseguiu me prender. É fato que a autora deixou um gancho e tanto para o próximo livro e  é SÓ por esses dois motivos que eu vou continuar minha jornada nessa série e não vou 'destilar todo o meu veneno' (passei no Mon Petit Poison hoje, rs).

    As cenas engraçadas também merecem ser citadas bem como o cabelo de uma certa 'pessoa'. Hahahaha Vou fazer o mesmo com o meu. Quem já leu sabe e quem não leu vai ficar na curiosidade mesmo... *Babi Gabi instigando* 

    Ain, outra coisa que não posso deixar de falar... Notei alguns errinhos de pontuação no livro e diálogos na mesma linha, o que me deixou extremamente confusa. Poxa, Novo Conceito!

    Enfim, apesar de tudo, acho que é uma série com potencial. Tomara que o livro 2 não me decepcione. 

    Beijada por um Anjo: regular!
    Personagem favorito: Lacey 



    Tá, podem me bater agora! =D Já estou correndo... 


    Obs. sorteio de kit com 10 marcadores para quem comentar na resenha e deixar o nickname (ex. @eromances) no twitter ou email de contato.





    O Noivo da Minha Melhor Amiga - Emily Giffin


    'E se você encontrasse a pessoa certa na hora errada? '

    Rachel e Darcy eram amigas de infância. Cresceram na mesma rua sem saída, brincavam juntas, dormiam na casa uma da outra nos fins de semana e conheciam-se como ninguém. Eram quase irmãs. Irmãs bem diferentes por sinal, Darcy sempre foi a menina linda e popular que fazia com que todos os garotos caíssem a seus pés enquanto Rachel passava despercebida.

    Com o passar dos anos, esse quadro não mudou muito. Rachel virou uma advogada frustrada, que trabalha em um escritório do qual não gosta, solteira e sozinha: totalmente o oposto do que ela imaginava para sua vida. Darcy por sua vez,  torna-se uma bem sucedida produtora de eventos e festas glamurosas e está de casamento marcado. 

    Rachel, assim como todas as pessoas do ciclo de amizades, vivia às margens da vontade da senhorita perfeição. Até que, em sua festa de aniversário de 30 anos, e depois de uns drinks a mais, Rachel vai para a cama com Dex, o noivo da melhor amiga. Tudo poderia terminar depois disso, se não fosse o sentimento que brota em ambos e a vontade louca de continuarem a se encontrar, mesmo à apenas 3 meses do dia do casamento. 

    Antes de começar a escrever minha opinião quero deixar claro que eu AMO a Emily Giffin, mesmo com a queda que a autora possuiu pelo tema TRAIÇÃO! Já repararam que ela sempre aborda esse tema em seus livros? Não? Então leia 'Ame o que é seu' e 'Questões do Coração'. 

    Apesar de gostar muito do gênero Chick-lit e adorar a narrativa da autora, esse livro não fluiu para mim como os demais.  Pasmem! Fiquei duas semanas enrolando... lendo um capítulo, as vezes menos, por dia (o que para mim é inaceitável, visto que tenho leitura dinâmica). 

    O livro não é ruim, mas não me prendeu, não despertou aquela curiosidade que faz com que leiamos loucamente, entrando  madrugada adentro porque não podemos dormir sem antes saber o que acontece.

    Agora vamos falar dos pontos positivos? 

    É fato que Emily escreve livros com personagens reais, que possuem qualidades, defeitos e que erram e acertam como todos nós. Isso é uma característica que me agrada muito nos livros dela. É fácil  identificar-se com situações que são descritas e até mesmo com algumas atitudes. É fato também que a autora tem o dom de escrever. Os livros dela são bem construídos e os personagens muito bem elaborados. 

    'O noivo da minha melhor amiga' não é diferente nesse aspecto. É bem construído sim, os personagens têm identidade... A Darcy é uma nojenta superficial, Rachel uma tapada que vive segundo as regras de outra pessoa, o Dex... Bem, o Dex eu deixo em branco aqui. Cabe à Hillary o posto de personagem favorito da vez. 

    Acho que sou a única a não dar cinco estrelas para o livro! Não me matem! 

    Capas do livro: 



    Trailer do filme:





    Diário de um Anjo, O Despertar de um Novo Ser - Mandy Porto




    A vida de Elizabeth Stevens sofre uma enorme reviravolta quando, no seu aniversário de 18 anos, ela descobre ser filha de um anjo com uma humana. Não bastasse o choque que isso representa, Elizabeth é abordada por seu lindo protetor Luke James que tem mais uma revelação para lhe fazer: ela também é um anjo. 

    (Lizzie sempre desconfiou não ser muito normal e em algumas situações havia demonstrado possuir certos poderes, como quando era criança e curou seu cachorrinho panqueca que havia sido atropelado. )

    Mas as coisas não poderiam ser tão simples, afinal como alguém poderia ser o anjo da guarda de outro anjo?

    A partir daí Lizzie descobre novas verdades sobre a sua vida e ao lado de Luke enfrenta grandes aventuras para salvar a humanidade de uma verdadeira guerra entre anjos e demônios.

    Demorei um pouquinho para ler esse livro porque queria 'esquecer' todas as críticas que li a respeito e tirar minhas próprias conclusões. Então vamos lá...

    Diário de um Anjo é o primeiro livro da Mandy Porto, lançado pela editora Novo Século em 2010! O livro realmente tem problemas mas o mote é  bom e a autora tem muito talento e criatividade.

    Os nomes em inglês me incomodaram muito, como Jack O'Brian! Realmente não soou bem, acho que a autora poderia ter prestado mais atenção nesse ponto. Outro aspecto que me deixou decepcionada foram os erros. Logo na primeira página podemos identificar alguns, uma pena. 

     Acho que a autora e principalmente a editora pecaram muito na revisão! Passaram muitos erros de português e de coesão. Algumas frases ficaram confusas. Sinceramente, não sou fã da revisão na Novo Século. Não é o primeiro livro que leio com erros. Poxa, acho uma falta de respeito com o autor. Afinal, se um autor manda um livro com erros faz parte do trabalho da editora revisar e arrumar o texto não é mesmo?

    Outra coisa: no meio do livro duas páginas estavam em branco e foram coladas xerox para que o livro circulasse assim mesmo! Isso não é uma produção independente, vamos combinar né?

    Sinceramente, acredito na evolução da Mandy como autora e pretendo ler Sussurros de uma Garota Apaixonada assim que possível, mas não recomendo esse livro! 

    Obs. Adorei a capa (lindíssima) e o nome do cachorro: panqueca! hehehe